Tempo para Ser

Temos períodos da nossa biografia em que realmente estamos mais inclinados à energia material, dedicando nosso tempo a ter mais coisas, bens, diplomas, prestígio e status.

No 5º setênio, especificamente por volta dos 30 aos 33 anos, começamos um despertar para novas possibilidades de realizações, em que a fonte não é mais só externa, e sim interna.

Vai emergindo a biografia do ser, um desabrochar para um campo mais sutil, trazendo mais profundidade para as experiências e um desejo por mais qualidade naquilo que é vivido. As relações consigo e com o outro começam a ganhar também uma nova importância.

É comum nesta fase passar por acontecimentos marcantes que podem se dar pelo encontro com uma pessoa, obra literária, peça artística e até mesmo experenciar uma situação de crise, doença, que vêm na verdade com o propósito de mostrar um caminho para o autodesenvolvimento, em que valores começam ser profundamente revistos.

As reflexões se fazem necessárias

No 6º setênio, dos 35 aos 42 anos, o Ser ganha ainda mais potência e nos convida a refletir e sentir sobre:

Quem eu sou realmente?

Qual o sentido da vida?

Estou a caminho da minha missão?

Vale a pena dar duro assim?

O que faço é coerente com os meus valores?

Neste setênio encontramos a crise da autenticidade e somos apresentados a seguinte questão:

Você quer ser ou ter?

Isto me faz lembrar de uma entrevista que assisti de Pepe Mujica, em que fala sobre o excesso do consumo. Ele diz:

– Quando compramos algo, não compramos com dinheiro e sim com tempo de vida!

Acrescenta, se virarmos máquinas de produzir, consumir e pagar contas, quando percebermos a vida vai ter ido embora. “Não é uma apologia à pobreza e sim à sobriedade”.

E já que estamos falando em sobriedade, fico pensando o quanto estamos sóbrios diante das nossas escolhas, atentos e ouvindo genuinamente o nosso Ser, aquela parte em nós que talvez queira correr menos e ter mais tempo…

Tempo para cultivar afetos como diz Mujica, tempo para contemplar, tempo para respirar, tempo para ser…

*Artigo publicado no Blog da Antroposofia ZN em Março de 2019.

Conheça-se e saiba se está no caminho certo

Será que fiz a escolha certa na minha carreira, será que estou no lugar certo?

“Feliz daqueles que se permitem a se questionar se estão no caminho certo, pois quando olhamos os nossos passos e avaliamos que realmente estamos no caminho desejado, nos energizamos e seguimos à diante, e quando sentimos que poderíamos estar mais satisfeitos do que estamos hoje, temos a chance e o poder de mudar.

Fomos ensinados que temos que ser decididos e determinados, mesmo que tal firmeza não nos traga tanta felicidade, então parece que não é positivo ter dúvidas, mas na verdade sorte daquele que se presenteia com a possibilidade de refletir sobre suas escolhas, os caminhos a trilhar, sua felicidade e realização.

Por isso, hoje está se tornando muito comum, profissionais com 30, 40, 50 anos de idade ou mais, repensarem quanto ao encaminhamento das suas carreiras, procurando se conhecer melhor com o intuito de identificar que atividade profissional, lhe trará mais satisfação e qualidade de vida.

E neste momento mudanças podem acontecer, como mudar radicalmente de profissão, abrir seu próprio negócio, mudar de empresa, mudar de área na empresa ou simplesmente fazer diferente no mesmo lugar em que está.

Respeito a si próprio

Independente de qual seja a escolha o importante é se conhecer e se respeitar. Sinto que em alguns ou muitos momentos as pessoas procuram se encaixar em moldes que não cabem, vão tentando se adequar a algo em que suas principais características marcantes ficam de fora e não são valorizadas, e aí para algumas pessoas pode vir o sentimento de frustração e de não realização profissional.

Encontramos então, excelentes profissionais despendendo energia procurando se virar do avesso para se adequar a uma função, a uma área, ou uma empresa, mas como seria se pudessem colocar em prática o melhor lado que já possuem realçando seus próprios talentos.

Quando conhecemos e respeitamos nossas características marcantes, crenças e valores,  temos mais prazer e satisfação com o que fazemos, pois nossas escolhas estão alinhadas com o nosso jeito de ser, pensar e agir, e o tão almejado sucesso flui e passa a ser construído a cada dia.

Para finalizar, deixo uma frase de reflexão, para que pense o quanto você tem conhecimento sobre você mesmo.”

“Nunca tivemos tantas opções para decidir nosso destino. Nenhuma escolha será boa, porém, se não soubermos quem somos” – Peter Drucker

Andressa Miiashiro

http://www.netjen.com.br/index.php/reencantando-empresas/50-andressa-miiashiro/154-conheca-se-e-saiba-se-esta-no-caminho-certo

Texto publicado no Jornal Empresas & Negócios em Fevereiro de 2014.

As habilidades comportamentais e o sucesso.

“Com tantas informações chegando com uma velocidade tão alta, estamos cada vez mais atentos em aprender incessantemente novos conteúdos, nos atualizar através de cursos, especializações, MBA’s, entre outros mais.

Com certeza tudo isso é válido, pois o mercado nos exige cada vez mais qualificação, mas não podemos nos distanciar de um outro ponto que é extremamente obsevado e valorizado, que são as competências comportamentais.

Não é de hoje que estas competências estão sendo reconhecidas no mesmo patamar das competências técnicas, e até acima. Já ouviu falar naquela frase? As pessoas são contratadas pelo técnico e desligadas pela empresa pelo comportamental.

Creio que está frase tem muito significado, pois a meu ver retrata que em um primeiro momento o conhecimento técnico, pode até se sobressair, mas no dia a dia o que fará a diferença são as habilidades comportamentais.

Você deve estar pensando que habilidades são essas?

Pode ser, por exemplo, as relacionadas a capacidade de negociação, comunicação, relacionamento interpessoal, organização, planejamento, gestão de pessoas, entre outros.

Você já deve ter visto ótimos profissionais que tem domínio do que fazem, tem mil e uma ideias, mas que no final não conseguem vender uma delas e mostrar realmente tudo o que sabem e o que podem.

Outro exemplo do dia a dia, são de líderes que são diferenciados pelo perfil técnico, ótimos especialistas, mas que possuem uma relação com sua equipe distante, cheia de travas na comunicação e atritos que acabam dificultando com que a equipe renda o que necessita, impactando negativamente na produtividade da área e consequentemente da organização.

Em alguns momentos os gaps comportamentais são silenciosos, e em outros momentos são gritantes, mas independente do tamanho, se eles não forem reconhecidos e trabalhados eles continuarão lá, impedindo que o profissional possa ter mais sucesso em sua carreira e até mesmo em sua vida, pois muitas vezes as frustrações e entraves do trabalhado são levadas para as outras esferas da vida.

Deixo portanto, o convite para refletir o quanto está aprimorando, cuidando e desenvolvendo suas habilidades comportamentais…

Creio que deixamos nossas marcas através das nossas atitudes, pois são elas que nos diferenciarão, e darão o tom de como aplicamos todos os nossos conhecimentos.” Andressa Miishiro

http://www.netjen.com.br/index.php/reencantando-empresas/50-andressa-miiashiro/134-as-habilidades-comportamentais-e-o-sucesso

Texto publicado no Jornal Empresas & Negócios em Setembro de 2013.