Fase da sabedoria. 8º setênio (49-56 anos)

Chegamos à fase da sabedoria, marcada pelo período dos 49 aos 56 anos, o 8º setênio. Nessa fase, a sabedoria proporciona maior harmonia interna para aqueles que vieram, desde os últimos setênios, cultivando seu autodesenvolvimento.

Não há mais necessidade de reagir a tudo o que vêm de fora e sim de agir decidindo onde colocar energia. Abre-se espaço para ouvir, silenciar e escolher o que responder, por que razão e para quê. Quando chegam as demandas externas, há um questionamento interno que diz:

“Preciso mesmo? Tenho condições de atender tais solicitações ou elas vão exigir demais de mim?”

É sábio escutar o outro e a si. Ouvir a voz interna é um ato de autocuidado, para que se possa estar inteiro, de corpo e alma, onde se propõe estar. Não é mais hora de forçar as coisas, por isso, nesse período, ouvir os próprios sentimentos e o que o corpo diz fica mais intenso e necessário.

A necessidade de cuidar dos ritmos se faz presente desde o setênio anterior e, no atual, sua importância fica ainda mais acentuada. O ritmo é o segredo da vida, traz um movimento harmônico e cadenciado a ela, substituindo a força.

É uma medida de saúde, bem-estar e vitalidade equilibrar a vida organizando a rotina de forma consciente e rítmica, de modo que se tenha tempo de qualidade para dormir, comer, trabalhar, descansar e cultivar o lazer.

Parece algo óbvio, mas com as pressões de prazos e entregas constantes, nós nos desconectamos do nosso tempo interno. E tal desconexão nos traz maior propensão ao estresse e ao adoecimento. Sendo assim, cultivar a cadência é uma forma de preservar a saúde física, mental, emocional e espiritual.

O fim do 8º setênio marca uma passagem para a aceitação de outro patamar da maturidade, que pode ser ainda mais rico. Vivencia-se também uma crise voltada ao cumprimento da jornada através do questionamento interno: “eu estou cumprindo minha missão?”.

Essa pergunta esteve viva em outras fases da vida, mas, no momento em questão, ela vem como se estivéssemos vivendo o nosso outono, por isso há necessidade de uma investigação interna, através de uma segunda pergunta:

“Quais galhos secos de minha árvore preciso cortar para que novos brotos possam surgir?”

Andressa Miiashiro

Psicoterapeuta, orientadora de carreira e facilitadora de grupos.

Artigo publicado no blog Antroposofia ZN em 22.09.19

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